domingo, 2 de outubro de 2022

Sempre

a terra que te despe

que se veste o meu corpo

è do tempo que me deste

a vida insuficiente è da morte

não existe a tua mão tão perene

de um olhar que dispare o teu brilho

me fulmine que vem amor sempre

 devagarinho e tarde perde - se numa

frase declara -me o soneto dizer 

que foi de noite sò na manhã seguinte


a palavra no cimo das águas

sabes quem sou ?


o amor não è uma areia presa na engrenagem

da alma è a praia onde descansa ...
 

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