surpreendem - me quando
reparo na chuva de Janeiro
o seu brilho não esquece
ri de mim não pode ser outra
coisa enquanto a chuva miudinha
e fria a chuva de Janeiro seguro
ao colo a minha filha ela olha - me
vagamente
a luz esplêndida arrebatada
sente - se essa emoção tão pequena o tempo passa
e esquece não o sente adormecida e encostada ao peito
um sopro seria agora um ventania inútil enquanto digo
versos em silêncio grato pelo milagre de o ver perfeito
è outra coisa comum esta perfeição os olhos as mãos
a boca um leve perfume que hà - de ficar na camisinha
de flanela esvoaçando de Janeiro a Janeiro afastando
o medo de inverno esse mal que vem entre as roseiras
frias e mais nuas do mês

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