o que suspeita sem ferir o que abre
as feridas descendo das vinhas para
o rio o teu rosto aparece muitas vezes
nos espelhos como uma tarde de Outono
mente sobre as coisas que matam
esquece onde eu esqueço
adia esse lugar
nem voz
reinventa a história do mundo
por um verso apenas reabre o tempo
abre as janelas os vidros deixa ver
a manhã a que nos desperta
há quanto tempo a esqueceste
o vento dedica - se ao ritmo das estações
vem com o ruído dos comboios
com a chuva das árvores
esconde - se nos tanques
onde a morte se abriga

Sem comentários:
Enviar um comentário