sexta-feira, 7 de outubro de 2022

o esqueceste muitas vezes choveu

sobre ele e sobre nòs os relâmpagos

não bastam para que o mundo o mostre

chamas - lhe revelação ao gesto que abre

os braços o primeiro olhar que se ama 

lentamente nele cabe o silêncio anterior

as coisas que estremecem sò de terem

um nome uma sombra um modo de adormecer

a partir dai do primeiro som tudo se recomeça

enquanto o dia não curva repousando


 agora ela perfuma a vida

haverá outra maneira de descrever


todas as coisas que nascem assim

mas esta basta è a mais simples


a mais amada das coisas cede o seu lugar

por esse minuto esse som o gesto que abre


os braços è um destino complicado ou ès poeta

ou preferes o trabalho do romancista ou te entregas


ao dialogo à discrição a narração pausada a medida 

como um instruo a  mente rigoroso ou te deixas tocar


pelo silêncio





 

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