que nela insinuasse um entre
tantos rumos
não
posso dar - te as tábuas de marés
mas a leve emoção de cavalgar
onde onda após onda
não
posso dar - te a rosa e o timão
mais o desequilíbrio concertante ao balanço do bordo
não
posso dar - te exemplos de acoragens mas o galeio
de barco seguro retesando as amarras
não
posso dar - te o longe nos binóculos ma acolá das lentes à paisagem
convidando à viagem
não
posso dar - te noticias do mar calmo mas o rumor das franjas no espelhado
junto à roda de proa
não
posso dar - te o gorro de marinheiro mas a pressão de linho nos cabelos
enquanto sopra o vento
não
posso dar - te a direcção da chuva mas o gosto da baga salitrada
escorrendo no rosto
não
posso dar - te os nomes de alguns peixes
mas o espanto de vê - los acender fosforescentes
rastros
não
poso dar - te frios conhecimentos ma o que se acalenta no convívio
amoroso do mar
não

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