segunda-feira, 5 de setembro de 2022

pequenos cosmos

ah rosas não nem frutos nem rebentos

horta e jardim sejam neste verso de

consonâncias velhas e bordões navegante

de um espaço que rodeio noutra hora diria

que infinito è por fome de frutos e de rosas

que a frouxidão da pele ao osso chega assim 

árido e leve me transformo matéria combustível

na caldeira que as estrelas ateiam onde passo

talvez enfim o aço apure e faça do espelho

em que me vejo e redifina
 

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