domingo, 25 de setembro de 2022

o teu corpo

pedaço de terra vermelha

è o meu espaço de loucura

de alma escravizada

sem reverso depende do perfume

dos teus seios dois cachos de brancas

glicìnias ou de uvas azuladas pejadas

de seiva e glória que sorvo anelante

de bagos de mamilos pérolas nacaradas

da vitória

aveludas pétalas do teu ventre


gracioso de ninfa e cheira a fruta

no esteiro secreto da confluência

onde navega um barco de lágrimas


melodia doce fresco magneto

de magia vegetal e luar


 

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