cujo o fogo è um falso
artificio e das imagens
de mecânica magia
e já não temos em casa
os espaços do silêncio
e já não vemos as estrelas
ofuscadas pelo fulgor dos candeeiros
outrora as casas tinham grandes salas e corredores
em que a obscuridade obrigava o movimento e as janelas
abriam - se para as majestosas potências do mar e das montanhas
e do infinito o amor respirava o esplendor do verão e nòs pressentíamos
o volume da sua nudez clara e forte
o amor è ideia mas tambèm matéria de ser quotidiano sob o arco
do tempo ele è a tranquila vivacidade da obra que cada um realiza
através dos obstáculos e a gravidade vontade de modelar o mundo
o amor è a fantasia da pura verdade ele não existe è a consciência viva
e se tem um corpo è um corpo que se levanta como um volume
sobre a vontade de construir o mundo lacerada è a consciência
do amor traído que porém nada envilece na sua pedra perene
embora lacerada tambèm pela ventania dos que não amam
a nobreza do seu perfil

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