ribeira de águas vivas onde
os lìrios abertos adormecem
a mordência das horas corrosivas
entre as margens dos braços
navegando os olhos nas estrelas
do teu peito dobro a esquina do tempo
que ressurge da corrente do corpo em que me deito
na secreta matriz que te modela um peixe de cristal
solta delírios e como um outro sol paira brilhando
sobre às águas as margens e os lìrios

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