segunda-feira, 26 de setembro de 2022

não

choro por um amor inexistente

ninguém chora retenho o grito

que lavra pelo corpo sulcos

sangrentos e o faz sentir em si

a pele que se separa e encolhe

entre a violência da dispersão

comum e do falso fulgor

que encobre a irreparável

divisão de se ter perdido

o universo e a viva comunidade
 

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