quinta-feira, 29 de setembro de 2022

as flores

são tão belas mas decepadas

lançadas na sepultura nas tempestades

da agonia feita êxtase temor fúria e adoração

são despojos soterrados ocultam o amor

que crucificamos nos presságios de normas

insensatas calcinamos de teias dissipadas


em espirais de espuma para là do tempo

esvoaçando ressoando em correntes liquidas


transfiguradas cumprindo ironias de sangue roxo

improvável sem retorno delicerando o melhor


de nòs como se o amor fosse abrir e abolir

a génese dos afectos petrificar sensações


crispar fluidos  silenciosos como são belas 

as flores e vegetam !


 

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