quinta-feira, 1 de setembro de 2022

a carne è crápula

sob o olho cego

do desejo

a carne è trôpego

se fala sob o pêlo

de outro desejo alheio

a carne è trémula e fracta

crina de nervos

veneno de víbora

a carne è égua

sob os castros de seus incertos


sem freio fàlica e côncava

intrépida e fervida


a carne è estràbica nos entreversos do sexo

com seus desacertos conexos


sob o olhar sem mácula e cego

a carne è crápula nos apejos indefesos 


de seu perversos desejos



 

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