terça-feira, 30 de agosto de 2022

Ternura

eu peço perdão por te amar

de repente embora o meu

amor seja um velha canção

nos teus ouvidos das horas

que passei a sombra dos teus

gestos bebendo em tua boca

o perfume dos sorrisos das

noites que vivi acalentado

pela graça indizível dos teus

passos eternamente fugindo


trago a doçura dos que aceitam a melancolia

e posso dizer - te que o grande afecto que deixo


não trai o exagero das lágrimas nem a fascinação

das promessas nem as misteriosas palavras do véu


da alma ...  è um sossego uma unção transbordamento

de caricias e sò te pede que pouses muito quieta e deixes


que as mãos càlidas da noite encontrem sem fatalidade

o olhar da aurora


 

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