terça-feira, 30 de agosto de 2022

Soneto de devoção

essa mulher se arremessa

fria e lúbrica aos meus braços

e nos seios me arrebata e me

beija e balbucia versos vetos

de amor e nomes feios

essa mulher flor de melancolia

que se ri dos meus pálidos receios

a única entre todas a quem dei os carinhos

que nunca a outra daria

essa mulher que cada amor proclama


a miséria e a grandeza de quem ama

e guarda a marca dos dentes nela


essa mulher è um mundo !

uma cadela talvez mas na moldura duma cama


nunca mulher nenhuma foi tão bela !
 

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