era de noite quando eu bati a tua porta
e na escuridão da tua casa tu vieste abrir
e não me conheceste
era de noite
são mil e umas as noites que bato à tua
porta e tu vens abrir e não me reconheces
porque eu jamais bato a tua porta
contudo
quando e batia a tua porta
e tu vieste abrir
os teus olhos de repente viram - me
pela primeira vez como sempre de cada vez
è a primeira a derradeira instância do momento
de eu surgir e tu veres - me

Sem comentários:
Enviar um comentário