domingo, 29 de maio de 2022

Sulcas o universo

sulcas o universo da insónia como um corrocel
 de vertigem ainda que não te queira estrela

cadente e disparas cintilações cinzeladas 

na pedreira filigranada da lava ternura com

que te sorvo sem nunca deixar petrificar no

espaço intemporal da rotina bafienta e sórdida

que aniquila qualquer corrente cósmica

nenhuma água se extingue ou dissipa mas antes

obedece a um ciclo interminável por ser a vida

que sempre se renova num ventre de mulher

onde navega o barco invesìvel  sem nenhum


naufrágio de vontade


Sem comentários:

Enviar um comentário

sabem - me o rosto

sabem - me os pés sabem - me a roupa viram - me nu viram - me inteiro no corpo imóvel mas sò me sabem mas sò me vêem mas sò me enterram inex...