e braços estendidos e nos lábios incertos
levaremos o gosto a sol e a sangue dos
sentidos onde estivermos há - de estar
o vento cortado dos perfumes e gemidos
onde vivemos há - de ser o templo dos
nossos jovens dentes devorando os frutos
proibidos no ritual do verão descobriremos
o segredo dos deuses interditos e marcados
na testa exaltaremos estátuas de heróis castrados
e malditos
ò deus do sangue !
deus de misercòrdia !
ò deus de virgens loucas dos amantes com cio
impõe - nos sobre o ventre as tuas mãos de rosas
unge os nossos cabelos
com o teu desvario !
desce - nos sobre o corpo
como um falus irado
fatiga - nos os membros como um làtego doido
uma chuva de fogo torna - nos sagrados imola - nos
os sexos a um arcanjo loiro
degola - nos castiga - nos arranca - nos os olhos
violenta - nos as bocas atapeta a estrada que seguimos
e carrega de aromas a brisa que nos toca nus e ensanguentados
dançaremos a glória dos nossos esponsais eternos com o Estio

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