domingo, 29 de maio de 2022

beijos

nenhuma morte apagará os beijos  e por dentro das casas

onde nos amamos ou pelas ruas clandestinas da grande

cidade livre estarão sempre vivos os sinais de um grande

amor e da morte com que se vive a vida aì estarão de novo

as nossas mãos e nenhuma dor será possível onde

 nos beijamos eternamente apaixonados meu amor eternamente

livres prolongaremos em todos os dedos os nossos gestos e

profundamente no peito dos amantes a nossa alma líquida

 atormentada desvendará em cada minuto o seu segredo

para que este amor se prolongue e noutras bocas ardam violentos


de paixão os nossos beijos e os corpos se abracem

e se confundam mutuamente violentando - se


a noite  para que o outro dia afinal seja possível

 

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