oh a tua boca
um túnel para minha noite
um poço para minha sede
os fios dormentes de água
que a tua lìngua solta num
grito cor - de - rosa
e a minha lìngua sorve
e canta
e os meus dentes mordem
derramando a seiva da tua primavera sem palavras
o poema inquieto e livre que a tua boca oferece
a minha
as loucas bebedeiras de ternura por essa viagem atè ao sangue
os beijos como fogueiras
as línguas como rosas
oh a tua boca para a minha boca

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